DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA

UM Drama Musical Brasileiro - Duração: 75 minutos

 

 Adaptação do texto homônimo de Plínio Marcos, um clássico da dramaturgia brasileira, para Teatro Musical, permeado pelas composições da banda Capital Inicial.

O texto foi escrito em 1966, mas a temática é atemporal. O lugar pode ser aqui. O tempo também é este que vivemos. Os personagens são nossos conhecidos, pois sangram a sua realidade enquistados como câncer social no corpo capitalista de todas as grandes cidades como Belo Horizonte. Dois marginais, que se digladiam em torno da injustiça social do nosso mundo, simbolizando num miserável par de sapatos.

 A mesma atmosfera sufocante é encontrada nas músicas de Capital Inicial, influenciada pelo Punk rock, com músicas que abordam ideias políticas anarquistas e revolucionárias, problemas sociais como o desemprego, a guerra, a violência e drogas; ou o contrário disto: temas como relacionamentos, diversão e sexo.

 SINOPSE

O texto é inspirado no conto O terror de Roma do escritor italiano Alberto Moravia. Dois personagens —- Paco e Tonho —- dividem um quarto numa hospedaria barata e durante o dia trabalham de carregadores no mercado. Todas as cenas se passam no quarto durante as noites. As personagens discutem sobre suas vidas, trabalho e perspectivas, mantendo uma relação conflituosa. O tema da marginalidade permeia todo o texto. Tonho se lamenta constantemente por não possuir um par de sapatos decente, fato ao qual atribui sua condição de pobreza. Ele inveja Paco que possui um bom par de sapatos e este, por sua vez, vive a provocar Tonho chamando-o de homossexual ao mesmo tempo que o considera como um parceiro. Paco, que já havia trabalhado como flautista, certa noite teve sua flauta roubada quando estava muito embriagado, entorpecido. No final, na tentativa de melhorar suas vidas, ambos são compelidos à realização de um ato que modificará radicalmente suas vidas.

 FICHA TÉCNICA

TEXTO: Plínio Marcos / DIREÇÃO GERAL: Fernando Bustamante e Polyana Horta / DIREÇÃO MUSICAL E ARRANJOS: Fred Natalino / DIREÇÃO VOCAL: Patrícia Chow / ATUAÇÃO: Alex Alves e Theo Valadares / MÚSICOS: Fred Natalino, Yan Vasconcellos, Bo Hilbert, Kenedy Neves / CENÁRIO: Companhia Cenográfica / ILUMINAÇÃO: Fernando Bustamante / REALIZAÇÃO: Cyntilante Produções